15 de dez de 2008

Deixa o homem trabalhar!!!


Impressionante!! Mesmo com toda a crise mundial, com problemas políticos e claro, com denúncias de corrupção o presidente Lula atinge 73% de aprovação, batendo o recorde mais uma vez. Na avaliação pessoal, ele alcança 84%. O metalúrgico é o presidente mais popular da história. FHC nem aparece mais no retrovisor....

30 de out de 2008

Da campanha: Biografias!!!



Portador de um sorriso elegante, esse cara é extremamente educado, tem um senso de humor único, além de muito dedicado e compromissado com tudo que faz. Homem sério (mas só de aparência). Adora hinos do hinário cristão apesar de negar isto de pé junto. Na sua primeira república passava horas, ou melhor, noites e noites conversando sabe lá o que com os colegas Samuel e Daniel. Claro que era sobre economia e por ser o economista da república ficou escalado para cuidar das contas da casa, mas no seu primeiro mês de serviço conseguiu a façanha de pagar o aluguel na imobiliária errada. Fato que ele não consegue explicar até hoje. Uma vez ter provado ser um bom administrador de pequenas contas, resolveu comprar e vender ações na Bolsa de Valores. Sorte sua que não passava de uma simulação na internet. Vendia, comprava, fazia transações...pena que em momentos errados e com empresas erradas. Bem, o resultado disso...deixa pra lá, a culpa é sempre do programa mesmo, não é Alyson?! E a galera pensando que ele é totalmente estudioso...talvez até a metade do curso ele fosse, mas na outra metade foi dominado pelos joguinhos de computador: Freecell, GP3 e Elifoot. Este último merece uma descrição especial: após tardes e noites se achando um bom técnico ficava desiludido ao ser rebaixado e despedido. A desilusão aumentou quando o jogo parou de funcionar e ele não pôde mais mostrar suas habilidades, passando a acusar o irmão de sabotagem...Para afogar suas mágoas só mesmo sua preferida (e única) janta: miojo sabor feijão!

Sofria de uma pequena crise alérgica denominada pela república de síndrome da alergia “pseudoimunodepressiva”, porém sua ocorrência era muito rara. Ela só se manifestava quando mexia com papéis, roupas, lençol, cobertor, travesseiro, sapato, computador, perfume e gases estranhos...ah e é claro, poeira também! Bem, nada que 1037 espirros não resolvessem.

Quem o via trancado no quarto pensava que podia estar estudando. Que nada!! Lá estava ele vidrado no computador ou anotando os últimos resultados do campeonato brasileiro na sua inseparável tabela da Revista Placar. E mesmo assim as notas continuavam altas. Fã incondicional de Chigo Lang não perdia nenhum programa do Gazeta Esportiva. Quer dizer...isso até achar um “pai adotivo” aqui em Viçosa. Durante a iniciação científica, passou a morar no Departamento de Administração, mais precisamente na sala de seu “pai” Adriel. Na verdade ele só mudou de computador pra continuar navegando em sites esportivos. É...já deu pra perceber que o cara é fã de futebol. Ele até finge jogar bem. Peladeiro de todo sábado, o cara não se conhece...outro dia foi todo queimado a um casamento por causa do sol que tomou no campinho da igreja de 8 da matina até 2 da tarde. Haja disposição!!

E ainda bem que está formando. Após 5 anos de UFV sua bicicleta não suportaria mais mutilações. A cada semana chegava ele em casa com uma peça na mão. E aí, será que ela vai agüentar mais dois anos de Mestrado? BOA SORTE GAROTO!!

23 de ago de 2008

Olimpíadas das Desculpas




Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros

Por RONALDO PACHECO DE 0LIVEIRA FILHO*

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que "o esporte serve para tirar a criança da rua" (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o "esporte-brincadeira" e lhe impuseram o "esporte-profissão";

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um "exame de faixa";

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a "Lei do Gérson" (coitado do Gérson);

Desculpem pelos secretários de esporte de "ocasião", cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por pensar em organizar "Olimpíadas" se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se "exilarem" no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.


Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

*Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho é professor da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB) e da Universidade Católica de Brasília.

2 de mar de 2008

Texto antigo, mas está valendo..hehe


O cristão e o cuidado com as riquezas

Alyson Fidelis

O ser – humano, por natureza, é insaciável em seus desejos e vontades. Nós estamos sempre querendo mais e mais. Nunca estamos satisfeitos com nossas posses, sempre achamos que o fruto do nosso vizinho é melhor do que o nosso. No mundo pós-moderno parece que essa característica está se tornando cada vez mais evidente. Vivemos em um mundo consumista, marcado pela cobiça. Somos constantemente bombardeados por propagandas por todos os lados e o apelo comercial é impressionante.

Estamos próximos ao fim de ano. Muitos trabalhadores já começaram a receber as primeiras parcelas do 13º Salário. Vem a expectativa de incrementar as compras de natal, arrumar a casa para as festas de família ou realizar aquele sonho de consumo. Tudo isso é válido e faz parte da nossa cultura, mas não podemos nos deixar dominar por impulsos de consumo. Muitas pessoas se enchem de dívidas, prestações e acabam comprometendo todo o salário no início do próximo ano. As compras passam, o desejo se esvanece, mas as prestações e as dívidas ficam e nos acompanham ainda por um bom tempo. Não raro são os casos de remorso, de arrependimento após uma compra movida por um desejo incontrolável.

Nós, cristãos, estamos no meio disso tudo e muitas vezes nos deixamos levar pela corrente. Agimos como se fossemos dominados pela tentação de comprar, comprar e comprar, mais para preencher um vazio do que suprir uma necessidade.

Para nossa alegria a Palavra de Deus não nos deixa desamparados. A Bíblia traz inúmeros exemplos que nos ajudam a cuidar bem das nossas finanças. O próprio Jesus lidou, de maneira brilhante, com esse tema. A parábola do jovem rico nos ensina que o amor excessivo ao dinheiro e às riquezas atrapalha nosso relacionamento com Deus. O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo (I Tm 6. 6-10) afirma: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.” Interessante notar que Paulo não condena o acúmulo de riquezas em si, mas sim o apego exagerado ao dinheiro. No verso 10 ele completa: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” e vai além, chega a dizer que por causa da cobiça ao dinheiro muitos desviam da fé e se atormentam em suas próprias dores. Pessoas que agem dessa maneira não dependem mais de Deus, sua dependência e sua confiança estão no poder do dinheiro, na capacidade que ele tem de realizar desejos, vontades, na força de mandar e desmandar.

Os jovens devem ficar atentos quando o assunto é o cuidado com as finanças. Talvez por acharem que a vida será longa e que o futuro é uma coisa distante não dão a devida atenção a isso. A decisão entre o consumo hoje e o consumo amanhã é uma das grandes escolhas que todos nós fazemos todos os dias. A questão a ser respondida é: “Devo satisfazer um desejo hoje ou poupar para consumir no futuro?” Como não sabemos quão longa será nossa jornada aqui nessa terra temos que tomar cuidado com a opção escolhida. Pessoas mais idosas já viveram uma vida toda e era de se esperar que sua propensão a comprar fosse bem maior do que a de poupar, uma vez que o tempo de vida que lhes restam é teoricamente bem menor. A não ser o fato de deixarem um patrimônio para seus descendentes, os idosos poderiam muito bem desfrutar de tudo que acumularam durante anos.

Por outro lado, jovens deveriam pensar mais em reservar parte de sua renda para poupança, ao invés de comprometê-la toda com consumo. Por terem uma vida inteira pela frente muitos compromissos surgirão, como por exemplo, gastos com o casamento, a manutenção de uma casa, problemas de saúde, cursos de especialização, etc. Era de se esperar um comportamento mais previdente dos jovens. Muitas vezes não é isso que ocorre; o que sobre nos mais velhos, falta nos mais jovens e o inverso também ocorre. A falta de experiência de vida dos jovens aliada ao vigor e a energia própria a essa fase da vida podem passar uma idéia de que o jovem é invencível, que nada pode o deter. Sabemos que não é assim que funciona, ainda mais quando falamos de dinheiro, posses e recursos. A força e a disposição para o trabalho não vão durar para sempre, então é claro que o quanto um jovem ganha hoje deve dar para suas despesas atuais e também para sua aposentadoria. Portanto jovem, adéqüe seus gastos, seus desejos, seus impulsos à sua realidade.

Não viva uma vida pautada no consumismo, não assuma compromissos com os quais você não terá condições de arcar depois. Não deixe que a pressão dos amigos e da sociedade o force a manter um padrão de vida que não condiz com suas possibilidades. A grande sacada para os jovens é aliar a ousadia, a capacidade de mudar paradigmas e de romper barreiras com uma boa dose de previdência. Aproveitar ao máximo o dia de hoje, sabendo que amanhã tem mais. Agir com inteligência, sabendo que se gastar hoje todo seu salário ou mesada em coisas que apenas trarão satisfação momentânea amanhã poderá não ter acumulado nada, não ter construído nada, não ter juntado nada.

Como dica prática, sugiro que guarde todo mês parte do seu salário, talvez 10 ou 20 %. Não mexa nesse fundo, a não ser em caso de emergência (eu disse em caso de emergência hein, definitivamente a décima - quinta bolsa ou o vigésimo par de sapatos não são casos de emergência). Aplique esse recurso em algum fundo de ações, de renda fixa caso seja mais conservador, ou ainda mesmo, na poupança que apesar de render menos apresenta um risco menor.

Ao fazer uma aplicação financeira, o investidor deve levar em conta seu perfil, se é arrojado ou conservador; deve considerar sua expectativa de ganho e o risco que pretende assumir; deve ficar atento a qual banco ou corretora estará confiando seus recursos; precisa observar as taxas de administração e de performance cobradas pelo gestor, a aplicação inicial mínima, além da rentabilidade que a aplicação teve nos últimos 12 ou 36 meses. Tudo isso com o objetivo de evitar futuros problemas e prejuízos desnecessários. Cabe destacar que dependendo da aplicação o risco é intrínseco ao negócio e muitas vezes perdas são inevitáveis.

Para finalizar gostaria de lembrar que entre os itens que compõem o Fruto do Espírito está o domínio próprio. Penso que o domínio próprio não se refere apenas ao controle da nossa ira como se costuma dizer por aí. Refere-se sim à vida como um todo, incluindo a parte financeira. Controlar nossos desejos, dominar um impulso passageiro de comprar também entram aqui. Com a ajuda do Espírito Santo podemos sim ter uma vida financeira saudável, evitando preocupações e conflitos desnecessários. Oremos para que Deus nos auxilie também nessa área de nossa vida.